segunda-feira, 16 de maio de 2011

Feira do Livro

Estreei-me ontem na Feira do Livro numa sessão de autógrafos do meu conto infantil "Gabriel, o anjinho mensageiro".
Foi divertido sentir a curiosidade das pessoas que olhavam o senhor sentado na mesa, sózinho, sorrindo, meio apatetado e esperando que alguém lhe caísse no regaço com um livro para autografar.
Mesmo que em duas horas só tenha autografado 4 livros, não houve verdadeira solidão naqueles minutos. Houve muita companhia cumplice e olhares entrecruzados.
Nunca percebi muito bem porque nós, leitores, baixamos os olhos quando na feira um autor nos interpela com um olhar expectante. Parece que pedimos desculpa por, desta vez, mas s+o desta vez, não comprarmos o livro.
Uma dica: os autores não mordem e adorariam dois dedos de conversa, mesmo sem livro para autografar, é que a conversa é o princípio e o móbil de tudo.

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