Madalena colocava involuntariamente a mão direita a envolver a esquerda. Não se habituara ainda à falta da aliança na mão esquerda. Escondia o anelar com uma vergonha inconsciente. Não percebera ainda porque falhara o casamento. Amava o marido que já não o era e o pai dos filhos que continuava a ser.
À sua frente o companheiro de refeição percebeu-lhe o nervoso incontido. Disfarçou.
Madalena esboçou um sorriso falseado e continuou a comer. Já nada lhe sabia bem.