As gogas da Adraga gemiam violentamente quando a rebentação as envolvia. Enrolavam num queixume embatendo fortemente umas nas outras. O som intrigava Inácia que se quedou na rebentação a ouvir os gemidos das pedras. Sentia o sol lamber-lhe os braços e o sal a colar-se às pernas.
No arco da Adraga a força do mar criava explosões de espuma do tamanho de homens. Imaginou ginetes cavalgando e quadrigas desenfreadas. O riso das crianças atrás de si cuidou do resto.
sábado, 16 de agosto de 2014
segunda-feira, 4 de agosto de 2014
Lara
Lara deixou-se cair na cama deserta. O quarto cheirava ainda a sândalo como na noite anterior e aquele odor tranquilizou-a.
Estava vestida e despir-se não era sequer opção que considerasse. O cansaço que lhe morria no corpo não lhe dava qualquer ânimo para que se mexesse. Cedeu.
Sentia o sol acariciar-lhe as costas e levou um copo de vinho branco à boca. O riso das amigas enchia-lhe a alma. O Chiado cheio, a abarrotar.
- Estás cá Lara?
Entreabriu os olhos. O quarto, imóvel, o mesmo cheiro a sândalo. Sorriu.
Estava vestida e despir-se não era sequer opção que considerasse. O cansaço que lhe morria no corpo não lhe dava qualquer ânimo para que se mexesse. Cedeu.
Sentia o sol acariciar-lhe as costas e levou um copo de vinho branco à boca. O riso das amigas enchia-lhe a alma. O Chiado cheio, a abarrotar.
- Estás cá Lara?
Entreabriu os olhos. O quarto, imóvel, o mesmo cheiro a sândalo. Sorriu.
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