- Beto. Beto.
Alberto fulminou a mãe com o olhar e terminou a frase à companheira de conversa. A mãe insistiu e Alberto não teve outro remédio senão chegar-se a ela.
- Mãe, eu já lhe pedi que na frente dos meus colegas de faculdade não me trate por Beto. Todos me chamam Alberto.
- Deixa-te de palermices. Que disparate. Sempre te tratei por Beto, não vou deixar de chamar o meu filhinho de uma forma carinhosa só por que ele se envergonha. Anda cá, ajuda-me a levar estes aperitivos até à mesa.
- Mãe, pare de trazer comida. Acho que já nem sequer ninguém está a comer. Vai sobrar tudo.
Albertina sorriu.
- Eu é que sei. Obrigado pela ajuda. Agora vamos, apresenta-me à tua namorada.
- Qual namorada, mãe?
- Beto, deixa-te de dislates. Sei muito bem que aquela lourinha é tua namorada. É um pouco exuberante para o meu gosto, mas enfim, tu lá sabes. Mas quero conhecer quem namora o meu filho.
- Mãe, que disparate. A Susana é apenas uma amiga, uma boa amiga.
- Uma boa amiga? Pois, isso vi eu há pouco. Deixa, apresento-me eu.
Saiu como um raio. Alberto já só teve tempo de ir apanhar os cacos.