Uiva o nordeste!
Fincam-se as raízes terra dentro.
Crescem as pedras debaixo de ti.
Acercam-se os rondistas,
Farejam-te o medo,
Julgam-te fraco.
Chilreiam os piscos dentro de ti,
Sacodem-se os ninhos,
Abrem-se as asas.
Cantam os lobos,
Rosnam-te perto,
Foge-te a lua.
Cruzam-se os ramos
Cerram-se as largas folhas,
Agitam-se as estremas.
Ruge o Nordeste!
Zomba de ti.
Sonha vergar-te.
Empertiga-se o tronco,
Partem-se os ramos frouxos,
Flui a seiva.
Adensa-se a noite,
Pia o mocho,
Agita-se a asa negra do morcego.
Num assomo, inquieta-se o choupo,
Brilha no escuro,
Agiganta-se o tronco.
Estou aqui! Vivo!
Espero por ti. Dá tudo o que tens!
Insano.
Cansa-se o Nordeste...
Cala-se o mocho.
Queda-se o lobo.
Amanhece...
Descansa o choupo.
O sol aquece-lhe o tronco
Sobreviveu ao Nordeste!
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
sábado, 23 de fevereiro de 2013
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
Hoje não me apetece
Hoje não me apetece escrever...
Quero sair estouvadamente por aí,
lamber as estrelas, rolar num charco como uma cria,
saltar refeições.
Aborrecem-me as etiquetas. Que se lixe a gravata e o sapato imaculado,
Quero borrar a cara, que seja com o teu batom!,
sim, o mais vermelho.
Não quero que me levem a sério,
muito menos que me tomem por sério.
Riam comigo,
Sorvamos gasosa barata como se fosse champanhe,
que voem bolas de papel e trapos pelo ar.
Quero varar a noite contigo à espera da primeira lágrima.
Quero saber a que sabem as tuas.
Espero que saibam a riso.
Quero sair estouvadamente por aí,
lamber as estrelas, rolar num charco como uma cria,
saltar refeições.
Aborrecem-me as etiquetas. Que se lixe a gravata e o sapato imaculado,
Quero borrar a cara, que seja com o teu batom!,
sim, o mais vermelho.
Não quero que me levem a sério,
muito menos que me tomem por sério.
Riam comigo,
Sorvamos gasosa barata como se fosse champanhe,
que voem bolas de papel e trapos pelo ar.
Quero varar a noite contigo à espera da primeira lágrima.
Quero saber a que sabem as tuas.
Espero que saibam a riso.
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