Renato subiu as escadas a correr a duas e duas. Parou entre patamares, ofegante, para suster o cansaço por meio segundo e lançou-se novamente desenfreado pelas escadas acima. Empurrou a porta do terraço com violência, que cedeu facilmente, com estrondo, queixando-se do tratamento.
Ela esperava-o. Copo na mão esquerda e a direita pronta para o agarrar pelo pescoço. O beijo molhado, suculento, avivou-lhes a vontade. Firme, resoluta, Sara, puxou-o para o sofá e envolveu com as suas longas pernas. Renato sentiu que não acabavam. Na verdade, não saberia dizer quantas eram, mas juraria que mais do que um par de longas pernas o envolviam.
Sentia-se incapaz nas experientes mãos de Sara. Tudo se precipitava, como a vertigem de uma canoa num rápido de água, e Renato não estava mais no controlo. As margens serpenteavam longe. Num assomo de lucidez e de risível dignidade masculina tentou virá-la e colocá-la à sua mercê. Ledo engano. Sara sentiu as titubeantes mãos de Renato a tentar torcê-la e apertou as longas pernas em torno do tronco da sua vítima, como uma pitão asfixiando a presa. Renato desisitiu, Sara afroxou a pressão, mas não lhe largou o pescoço.
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