quarta-feira, 21 de maio de 2014

Amar Paris

As pernas cruzadas quando sentada denunciavam-na contemplativa. Os longos cabelos loiros brilhavam a espaços e ofuscavam as pessoas nas mesas mais próximas.
Não o sentiu chegar, mas acolheu de bom grado o calor da sua mão nas suas costas. Selou a felicidade com um beijo.
- Pensei que não chegavas.
Breno guardava-lhe a mão na sua. Entrelaçou os seus dedos nos seus.
- Ansiava ver-te.
Tomou-lhe novamente os lábios. Foi atravessado por notas de amoras silvestres e determinação.
- Partimos hoje!
- Como hoje? Não estou preparada? Não tenho mala, nada.
Apertou-lhe mais a mão e olhou-a profundamente.
- Está tudo preparado. Não precisas de nada. Temos avião a seguir ao jantar.
- Mas ...
Dois dedos e um beijo, calaram-na.
- Só tens de te preocupar com uma coisa.
Olhou-o como a uma promessa.
- O quê?
- Amar-me e amar Paris.

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